A doença de Parkinson é uma desordem progressiva que é causada pela degeneração das células nervosas na porção do cérebro que controla o movimento. A doença ocorre quando certas células nervosas morrem ou ficam danificadas e não podem mais produzir dopamina. Sem dopamina, os indivíduos podem desenvolver tremores, tremulação das mãos, braços, pernas, queixo e face junto com rigidez e inflexibilidade dos membros, lentidão dos movimentos e equilíbrio ou coordenação debilitados. Os pacientes podem ter também dificuldade em andar, falar ou completar outras tarefas simples. A incidência da doença de Parkinson aumenta com a idade.

(fonte:http://emedix.uol.com.br/)
Sou uma leitora ávida de notícias sobre os avanços da medicina no que diz respeito ao Mal de Parkinson não porque eu seja hipocondríaca ou porque eu gosto de acompanhar as celebridades acometidas da doença. Faço isso, regularmente, atormentada pelo medo da hereditariedade da doença. Meu avô passou por isso nos seus últimos anos de vida, onde a doença neurológica degenerativa o privou dos movimentos, e no final da fala. Não mata, não pega, não afeta a memória ou intelecto do doente.
Meu avô era um cara inteligente, médico, adorava ler e adorava conversar, mas nos últimos anos não conseguia formar frases simples, como as do meu filho de 3 anos. O cérebro funcionava, mas os músculos não obedeciam. 5/10 minutos tentando falar pra pedir um copo de água. Esse ano fazem 10 anos que ele faleceu mas o fantasma do Parkinson não me abandonou.
Apesar de muita gente falar de causas desconhecidas, riscos ambientais, já existem um forte caminho para causas genéticas e daí se reforça os casos de hereditariedade e eu penso no meu pai, na minha irmã, nos meus sobrinhos, no meu filho e em mim mesma, é claro.

O livro “Um otimista incorrigível”, escrito por Michael J. Fox, me fez relembrar e muito do meu avô. Acho que nossa memória nos prega peças, apagando aquilo que não é aprazível, deixando a memória mais doce, fazendo assim a gente suportar mais nossas dores e medos. Mas no caso em particular, a minha memória acabou atrapalhando.
Eu preciso lembrar com detalhes para cobrar dos governos, cientistas, um estudo sério e um caminho para cura da doença.
Precisamos levantar fundos, apoiar a causa, espalhar informação para que no futuro, não apenas essa doença, mas que as doenças neuro degenerativas sejam banidas por completo.
Para ler: www.parkinson.org.br / http://www.michaeljfox.org/